Reflexões partilhadas (fórum)

Fichas de avaliação sumativa

Segunda, 12 Outubro 2009

Será que avaliamos competências e não damos conta??? Ora bem, quando faço perguntas sobre um texto, não estarei a avaliar a competência da leitura, ou seja a capacidade do aluno compreender e interpretar o que lê?! Quando estou a avaliar uma produção de texto, não estarei a avaliar a competência da escrita e do conhecimento explícito? Será que temos que ajustar o tipo de questões ao que queremos avaliar (competências)? Ou será que não utilizamos os instrumentos adequados para fazer a leitura dos dados?? Ou, talvez necessitemos de diversificar os instrumentos de avaliação ou até abolir as fichas sumativas…

Avaliação por competências/objectividade

Segunda, 12 Outubro 2009

Começarei por dizer que avaliar com objectividade prende-se, desde logo, com o teor de própria disciplina. Enquanto que em algumas disciplinas, as respostas dos nossos alunos estão certas ou erradas, na nossa há, quase sempre, a hipótese de algo estar certo. Assim, considero que na avaliação por competências ou por domínios/parâmetros o que importa é sabermos concretamente o que desejamos avaliar, adequarmos os instrumentos a essa avaliação e trabalharmos os resultados com rigor. Para além disso, não devemos esquecer que a avaliação deverá sempre por base o progresso/sucesso real daqueles que avaliamos.

1ª sessão

Quinta, 15 Outubro 2009

Penso que todos nós ficámos preocupados com a situação. Por um lado, foi-nos transmitida muita informação naqueles dois dias, por outro, sentimos o peso da responsabilidade pelo facto de sermos os transmissores da mudança. E … como se não bastasse, esta forma de sermos avaliados com a qual não estamos familiarizados.
Ah! outro aspecto, os 90 minutos de redução não me parecem suficientes, se quisermos fazer uma reflexão, “reflectida“, esse tempo esgota-se. Mas, havemos de conseguir!!!

Importância dos textos funcionais

Quinta, 15 Outubro 2009

Considero que deveríamos proporcionar aos nossos alunos a leitura desse tipo de textos, pois sabemos que não lêem jornais nem revistas… Este facto origina que consigam retirar alguma informação de um texto narrativo, mas que tenham maiores dificuldades se lhes pedirmos para o fazer em relação a um rótulo, a um panfleto informativo de um medicamento etc… Quando leccionei Estudo Acompanhado cheguei a utilizar receitas, rótulos de detergentes e senti essa dificuldade dos alunos. Nas aulas de Língua Portuguesa, confesso, que utilizo mais o texto narrativo, poético e o dramático (menos).

Como implementar melhor a expressão oral no 1º Ciclo

Terça, 13 Outubro 2009

Na minha opinião, embora não seja docente do 1º ciclo, a implementação da expressão oral deverá ser feita de igual modo nos vários ciclos, contudo não devemos esquecer dos descritores de desempenho e do estádio de desenvolvimento linguístico em que a criança ou jovem se encontra. Penso que nós docentes, temos alguma relutância em pôr em prática actividades de expressão oral, pois tememos que a aula se transforme num caos. No entanto, e tendo em conta as directrizes do novo programa e a tomada de consciência que os nossos alunos falam cada vez pior, devemos dar uma oportunidade a nós e a eles e começarmos a planificar e produzir material para esta competência, assim como fazemos para as restantes. Temos que ser criativos e pensar como é que os podemos pôr a falar de uma forma organizada e com um fim. Uma colega da 3º turma relatou uma das suas práticas e mencionou que costuma levar os alunos a apresentar um objecto. Achei muito interessante, mesmo os mais introvertidos gostam de se dar a conhecer.

Terça, 20 Outubro 2009

Na minha opinião seria um trabalho interessante, pois se consultarmos na net as planificações das várias escolas, verificamos que variam, ainda que existam pontos em comum. No entanto, a organização deste programa parece-me que vem simplificar.

Mas o mais importante, na minha opinião, é reflectirmos sobre os conteúdos de cada ano dentro do ciclo. Mesmo que venha a ser uma decisão do Departamento de cada escola, seria útil debatermos o tema.

Para além das planificações, teremos que reformular todos os outros documentos da disciplina para que haja uma linguagem uniforme entre eles.

Terça, 20 Outubro 2009

Não me querendo meter na vossa interessante conversa, diria que os alunos que “crescem num núcleo familiar atento e reflexivo” são aqueles que menos nos preocupam. Concretizando, são estes que participam na aula de forma correcta, sabem ouvir, dar opiniões etc… Os restantes, que são a maioria, e apesar do esforço dos docentes do 1º ciclo, chegam ao 2º sem dominar as regras básicas da comunicação oral e quando se pretende que manifestem a sua opinião sobre algo só sabem dizer se gostam ou não. Portanto, caras colegas temos um árduo caminho a percorrer e, sem dúvida, devemos dar cada vez mais importância ao oral.

O Novo Programa e os manuais escolares

Domingo, 8 Novembro 2009, 17:58

Considero que deve haver, por parte das editoras, uma maior aposta nos novos manuais. Os que estão no mercado apontam sempre para a mesma tipologia de textos e para so mesmos textos. Por sua vez, as actividades de compreensão/interpretação dos textos escritos é muito pobre e as relativas à oralidade limitam-se à compreensão oral. Ainda que, os manuais não se devam sobrepor aos programas é importante haver um bom suporte de trabalho para os docentes e para os alunos, pois estes não apreciam muito as fotocópias. E porque não um manual on-line? Ao que parece os nossos alunos vão ficar equipados com computadores, o “Magalhães” e os que estão para vir …

E a Leitura?

Terça, 10 Novembro 2009

A motivação para a leitura deve começar no berço. Concordo que os pais têm um papel importante, mas infelizmente estão pouco sensibilizados para dedicarem algum do seu tempo a esta actividade. Por isso, muitos dos nossos alunos têm o primeiro contacto com os livros no infantário. Penso que, mais uma vez, cabe à escola e, especialmente ao professor de Língua Portuguesa, facultar-lhes o acesso aos livros e motivá-los para a leitura. Na generalidade, as crianças gostam de ouvir histórias, o que lhes falta é ler com regularidade. Para que isso aconteça é preciso incutir-lhes o prazer de ler e isso nem sempre é fácil. No ano transacto, implementei uma biblioteca de turma e ainda que não tenha havido uma adesão maciça da turma, alguns alunos começaram a ler com alguma regularidade e contagiaram outros, pois todos gostavam de registar no “placard” os livros lidos. Para além disso, costumo implementar a leitura recreativa, todos os meses ou uma vez por período (depende da turma) é obrigatório ler um livro e fazer a respectiva ficha de leitura, a qual é apresentada à turma. No âmbito da biblioteca da escola tem havido algumas actividades ligadas à leitura, nomeadamente a “hora do conto” e “ler com prazer”. Esta última aumentou o número de leitores na escola. Cada aluno tem um cartão, onde vão sendo registados os livros lidos e no final do ano é premiado o que mais leu.

As dificuldades dos alunos na PRODUÇÃO DE TEXTOS

Terça, 10 Novembro 2009

Apreciei as vossas dissertações sobre esta problemática e achei interessante algumas das estratégias que referiram. A propósito da escrita lúdica, recomendo a consulta do livro 70+7 Propostas de Escrita Lúdica de Margarida Leão e Helena Filipe. Algumas das propostas destas autoras podem ajudar a desbloquear o receio que alguns alunos sentem em relação à escrita. São actividades simples, mas que implicam a reflexão sobre o uso das palavras, o encadeamento das ideias e o cumprimento de um tema, dificuldades sentidas por muitos dos nossos alunos

UTOPIA DA TRANSVERSALIDADE DA LÍNGUA PORTUGUESA!

Quarta, 18 Novembro 2009,

Teoricamente, todos somos professores de Português, na prática apenas os que leccionam a disciplina. Daí a nossa dificuldade em incutir regras ao nível da escrita, nomeadamente na estrutura da frase, pois em várias disciplinas é suficiente a marcação de uma simples cruz. Este facto origina que os nossos alunos mencionem o estritamente necessário, ou seja, duas ou três palavras e esqueçam as maiúsculas, a pontuação etc… A transversalidade da Língua Portuguesa deixará de ser utopia se todos os docentes desenvolverem a competência geral “Usar correctamente a língua portuguesa para comunicar de forma adequada e para estruturar pensamento próprio”.

A explorar a oralidade

Segunda, 14 Dezembro 2009

Relativamente à oralidade tenho por hábito avaliar a compreensão oral pelo menos duas vezes por período. Na sequência da formação, avaliei a expressão oral, calendarizei as apresentações das leituras recreativas, informei sobre os aspectos que iria avaliar, nomeadamente a clareza e o rigor com que relatavam a história lida, a correcção ao nível da expressão oral, o tom de voz, a postura … Depois das apresentações, fizeram a sua avaliação e dei a saber os pontos fortes e fracos da prestação de cada um. A actividade resultou, mas verifiquei que muitos não se empenharam nesta avaliação como o fazem na avaliação escrita, apesar do nervosismo, consideravam-se aptos para este tipo de actividade. Portanto, muito trabalho há pela frente.

TIC e avaliação de competências

Segunda, 14 Dezembro 2009, 22:45

Todos nós, uns mais outros menos, somos utilizadores das novas tecnologias. Nas minhas aulas uso diariamente o smartboard, produzo material didáctico em powerpoint para expor determinados conteúdos etc. No entanto, é difícil alargar o uso do computador aos alunos em tempo de aula, por um lado porque implica a mudança de sala e por outro lado, os nossos alunos continuam a ver este instrumento como material lúdico. No ano transacto, nas aulas de Formação Cívica, os alunos pesquisaram e realizaram trabalhos no computador, mas era necessário “fiscalizar” os sites consultados, pois ao mínimo “descuido” iam para os jogos ou outros sites fora do contexto do trabalho. Nas aulas de L.P. sensibilizo-os para a apresentação dos trabalhos em powerpoint, nomeadamente as leituras recreativas, as biografias … e em colaboração com os colegas de TiC ou de IAM proponho pesquisas relacionados com a disciplina.

Acordo ortográfico

Segunda, 14 Dezembro 2009, 22:24

Também estou preocupada com o acordo ortográfico, por um lado porque não sou adepta da nova forma de escrita e por outro, apesar dos novos dicionários, não me sinto à vontade para transmitir as alterações introduzidas. Contudo, acho que nas escolas só entrará em vigor no próximo ano lectivo. Se haverá formação ou não, essa é outra questão… Relativamente às orientações ainda não chegou nada à Terceira, ou melhor à Básica de Angra.

28 Dezembro 2009

Filomena Lemos

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